29 setembro 2008

Roteiro VII





















PALERMO

É tudo o que dizem: grande, exagerada, histérica.
O trânsito é o fim do mundo! Mas há qualquer coisa que nos faz sentir bem ali. Uma alegria contagiante e inexplicável.
Aqui também um qualquer motorista de autocarro nos explicou que não era "bello" ficarmos onde estávamos, seríamos roubados na certa! Levou-nos de graça até outra fermata, onde esperaríamos seguros pelo nosso autocarro.
Mais uma foto de um porto, gosto de portos, já aqui o disse.
Pode parecer tudo parado, tudo quieto, mas se observarmos com atenção há sempre movimento, é preciso encontrá-lo!
Ali nos despedimos de Palermo e da Sicília, de barco rumo a Nápoles.

Roteiro VIII


PRÓCIDA

Foi aqui-aqui que encontrei tal e qual a Itália que eu procurava. A Itália do Mr. Ripley, a Itália d'O Carteiro de Pablo Neruda.
Pescadores na sua vida normal. Os barcos calmos. As ruas muito estreitas. As casas muito coloridas. O verde. A praia lá ao longe. As subidas e descidas. O mar sempre perto. As motorizadas.

Roteiro IX


NAPOLI

Nápoles faz-se em ruas e ruelas, apertadas e gigantes. Em comércio. Em trânsito. Em manifestações. Em procissões. Em hospitais.
Vale a pena perdermo-nos em Nápoles. Sem medo. Apreciar apenas.
O Vesúvio sempre ali bem ao lado. Intrigante proximidade.

Roteiro X


de volta a ROMA

Com espanto no Vaticano [Sistina, museus e basílica de S. Pedro]

[a foto não é minha, as palavras são algumas das marcantes desta viagem]

05 setembro 2008

Les Amours d'Astrée et de Céladon


realizador: Eric Rohmer

As imagens, maravilhosas.
Um filme que fala de amor... de como dois amantes se tornam um no outro, se tornam um só, e são sempre dois.
Amor puro. Amor fiel.

Saí do filme muito calma.
Estava uma fila enorme na ponte da Arrábida. O Porto e Gaia eram de cor branca, só branco a toda a volta. Como se estivesse a conduzir nas nuvens. E eu fiquei feliz de o transito estar assim, avancei devagar. Devagar. Lembrei o slow movement (andava esquecido). E sem querer percebi: estou de férias.

04 setembro 2008

segunda manhã
















Eu perdi a vez de ser simples,
perdi a vez feliz de ignorar,
perdi a sábia ignorância,
perdi a graça de não saber.
(...)
Eu perdi a vez de ser analfabeto
esse segredo para não ser doutor.

in Segunda Manhã,
de As Quatro Manhãs de Almada Negreiros



A verdade é que eu gosto de sábios.
E supreendo-me muito com a profunda e sólida cultura que encontro por trás de olhos que gostam de conversar.

- Mas disseram-me, há pouco tempo, citando alguém, que a coisa mais irritante que existe são os semi-cultos... de uma cultura fácil e apressada. Dizia que se é para ser assim, muito mais valem os ignorantes.

- E de facto algumas das pessoas que mais tenho gostado de conhecer, de conversar, de aprender, são de uma sabedoria feita apenas do que souberam aprender da sua vida. E olho alguns Srs. Professores Doutores com vontade de lhes gritar "o Sr. não faz ideia do quanto vale a menos que qualquer um dos meus avós, que têm a 4ª classe!!" E estou a falar de educação, de sentido de justiça, de coerência, de equilíbrio, de saber o que são as pessoas.


Assim, não sem bastante custo, tenho de me reconher como semi-culta.
Acho que o que me safa é mesmo ter uma memória de ervilha e nem a semi-culta talvez chegar.


a pintura é de Graça Morais...
gosto de Trás-os-Montes também, aprendi melhor com ela.

03 setembro 2008

IM - Magazine news




Depois de Cidades Lentas,
Agora um novo texto meu e da bióloga Rita Carré: Contra o Cancro, na IM-Magazine.

Vale a pena o pretexto para espreitar o resto da revista, tem textos muito bons para todos os gostos, sempre com optimismo e soluções de mudança.

02 setembro 2008

Mini-saia






















Na urgência vestem-se fardas. Aqui azuis.
Há muitos médicos que só fazem urgência. E diz-se que se torna um vício. Fazer urgência dá dinheiro. Fazer dinheiro torna-se o centro das preocupações.
Vejo-os contar, na mesma, as horas que faltam para sair… E eu espanto-me que a seguir àquelas 12 horas, seguem-se outras 12, ou outras 24 ou mesmo 48h de urgência… noutro hospital, depois outro ainda, quantas vezes.

Oiço:
- No ano passado fazia, por semana, 40 horas aqui, 20 noutro hospital e 5 numa clínica privada (65 horas/semana, dá cerca de 9horas por dia, 7 dias... penso de mim para mim)

- Tento dormir 8 noites por mês em casa, para estar com a família.

Converso:
Ela: Estou a precisar de tempo para mim, para descansar, para cuidar de mim.
Eu: E não tens hipótese de reduzir o teu horário? (eu sabia que era perfeitamente possível)
Ela: Eu estava a ver se conseguia trabalhar menos, ganhando o mesmo.
(Eu pensei… isso não seria muito certo, pois não? Mas a cara dela sofria.)

Quando os vejo deixar de usar as calças da farda azul… quando surgem as calças estilosas e as mini-saias… quando as socas são substituídas pelos grandes saltos e sapatilhas giras. Quando surgem os brincos, colares, relógios caros, pulseiras… PENSO… isto não faz sentido nenhum aqui!! Este pessoal está a entrar em crise, anda trabalhar a auto-estima aqui?

Mas depois paro. Aquieto-me. E percebo que surge assim, finalmente, a sua humanidade.

25 agosto 2008

Aquele Querido Mês de Agosto











Passa-se em Coja!
o realizador: Miguel Gomes



"Tudo se encontra e se reencontra, tudo flui e se enleia, até formar uma unidade que se torna impossível (e se não impossível, inútil) desenlaçar."

Luís Miguel Oliveira, escreveu assim no Cinecartaz.



Eu, a meio do filme, pensava...

- Um filme perfeito para quem gosta de histórias simples (como eu gosto, como é talvez a parte mais bonita da minha profissão... apreciar a forma como se contam, como se explicam, como se vivem as histórias individuais).

- Um filme magnífico para quem gosta de ter tempo de olhar para cada um dos planos, ver de onde vem a luz, sorrir com a originalidade do objecto escolhido, das posições encontradas, dos diálogos curtos.

[também confesso que perdi alguma paciência mais para o fim. sei porquê. mas se a primeira cena é fabulosa, o último diálogo é mesmo inspirador!]

18 agosto 2008

Wall-E - apanhado V


De: Andrew Stanton

Mais uma vez a Pixar está de parabéns.
Absolutamente deliciosos pormenores.

E a curta (que, como normalmente, acompanha cada uma das grandes produções), mais uma vez também genial!

Andanças - apanhado IV


Mais fotos e respectivo autor aqui

Provavelmente o melhor do Andanças é mesmo sentir a magnífica liberdade que as pessoas ganham ao dançar. A dança não é ao nosso jeito, não é fácil, mas nas tentativas, falhas e conquistas... nunca vi festival com tanta gente a sorrir assim. Saudável. Estou certa que se ganham anos de vida!

Adega - apanhado III



Entra-se numa adega de porta pequena, numa fachada que nunca faria adivinhar o enorme espaço que ali está.
Nesta adega há enormes talhas. Bonita. Há homens ao balcão, adivinho-lhes o fígado na cor rançosa da sua pele. Há uma cadela que se chama Pitoresca. Dou-lhe festas e cascas de queijo (que os clientes levam para acompanhar o vinho).
Todos pagam uma rodada.
Por trás do balcão vejo um homem. A vida inteira ali. Mas há nele um olhar mais profundo do que nos outros. Nota-se ainda que permaneça calado. Diz ser fraco bebedor. Em pouco tempo de conversa descobrimos-lhe o sorriso, a preocupação e as lágrimas pesadas, retidas. Volta o sorriso, o carinho pela cadela, o jeito com que aperta com as duas mãos a minha mão direita e diz "Desejo-lhe toda a sorte."
Gostava de não o esquecer.
Será que conhece a sua própria profundidade?

Sopa de beldroegas - apanhado II



















Eu não nasci Alentejana. Mas bem podia.
Combinam comigo searas secas, os girassóis, o calor, as sombras, as barragens, o jeito das pessoas falarem... e... ai... a comida!
É bom seguir de carro, sem pressa, perder pensamentos, suspirar alegres: Portugal tem mesmo coisas incríveis!

Sopa de beldroegas. Com beldroegas, alhos inteiros, azeite, queijo fresco e ovos escalfados... de comer e chorar por mais!

Feira - apanhado I

Feira de Espinho.


Pouco vou a esta feira. Um dia decidi caminhar por ela de uma ponta à outra. Vi tudo. Senti tudo. Ouvi apenas um ou outro "ó menina veja só estas..." Provavelmente perceberam, nesse dia, que não procurava nada nas bancas. Observava apenas.
Gostei muito de ver as pessoas.
Mas só lá tenho voltado para comprar legumes e fruta. As cores vivas. Os sabores feitos de tempo e sol. Lembro-me sempre da avó Palmira.

Agosto.
Feira de Espinho.



O fim do mundo! Uma hora para entrar na cidade. Estacionar longe-longe-longe de casa. Por lá ouve-se muito francês. As pessoas olham e tocam com uma vontade nervosa de comprar. Passeio-me novamente. Rio-me para um Sr. que, sentado no meio de milhares de sapatos, apregoa:

"TEMOS BOTAS PARA TRABALHADOR E
SAPATOS PARA MALANDRO!"

06 agosto 2008

será uma resposta luís?






















O Luís citou António Lobo Antunes.
Fica-me um sabor amargo destas conversas e afirmações. Sempre!
Desconfio que se tivesse olfacto sentiria um hálito biliar em mim.
E não sei mesmo explicar mas aparece (sempre!) um arrepio desagradável do meu ombro esquerdo para a orelha esquerda... e fica por ali enquanto não me consigo distrair.

Eu acho necessário, necessário mesmo, falar-se do masculino e do feminino.
Mas nunca-nunca para dizer como os homens ou as mulheres têm de ser... se espera que sejam... se aceita que ajam.
RAIOS. Não tenho mesmo paciência.

Eu passo anos sem ler a Pública. No domingo li uma entrevista. Eram 3 homens e falavam sobre mulheres. Não lhes faltava inteligência, certamente, e é mais que certo que inteligência não falta a Lobo Antunes... mas temos de cair sempre nas mesmas imagens e explicações???

É depressivo. Perpetua estas formas de agir.
Tenho passado a vida a ouvir coisas como "ah mas tu nem pareces uma gaja nisso" ou "tu tens uma perninha de cromossoma y" ou "contigo podemos falar sobre estas coisas que não te chateias" e "sim, mas tu devias ser maria-rapaz".

E com estas, outros tantos mal-entendidos porque sendo eu mulher esperavam que reagisse de outra forma...

E SE CADA UM PUDESSE SER COMO É E PRONTO?

30 julho 2008

Abrigo



Título original: Riparo - Anis tra di Noi
Realização: Marco Simon Puccioni
Com: Maria de Medeiros, Antonia Liskova, Steffan Boje

Deste filme gostei muito.
Muito bonitas as imagens.
A motorizada.
Antonia Liskova bem merece todos os prémios que ganhou.
Maria de Medeiros sensual, sincera.
A música.
A imagem dos três de fato de banho junto ao lago.
Tristeza e perguntas.

Itália, em breve.

Mio Fratello è Figlio Unico






















Realização: Daniele Luchetti

Confesso que não me encheu as medidas. Acho que faltou a comoção.

MAS...

- é engraçado pensar como fui achando Accio cada vez mais bonito fisicamente, à medida que a sua transformação interior se dava.

- gosto daquele tempo assim filmado, os carros, as cores, as camisolas, os cabelos...

- lembrei-me do outro filme La Meglio Gioventù (o único filme que vi ser projectado dividido em duas partes, em dois dias diferentes, no cinema!)... e achei que era só pelo italiano, pela revolução desejada, pela transformação que pode haver em nós com o tempo (cabe a nós termos atenção para que seja para melhor... digo sempre baixinho de mim para mim). La Meglio Giuventù é, na minha opinião, um filme melhor. MAS... MAS não é que descobri agora mesmo que o argumento do Mio Fratello è Figlio Unico, do realizador Daniele Luchetti, foi escrito em colaboração com Sandro Petraglia e Stefano Rulli, a dupla de autores de, nada mais nada menos que, La Meglio Gioventù?!!

23 julho 2008

frase

Gentileza gera gentileza.


Num documentário que não prestei atenção encontrei esta frase.
Tento lembrar-me dela desde então.
Quase todos os dias.
.
Puxa que às vezes é difícil.

sexta-feira, foi lua cheia

MANHÃ:

Depois da primera cirurgia sentei-me na pequena sala de convívio/chá/café/bolachas/sofás.
Suspirava quieta por a minha equipa ser dada a falar em murmúrio por entre as máscaras e de pouco lhes conseguir perceber.
Olhei para a TV, estava a dar uma reportagem sobre a Operação Noite Branca.
Chegou o Interno que, apesar de ter minha idade, está um ano à frente, já na especialidade. Perguntou-me o que eu estava a fazer. Disse-lhe. Respondeu:

- AH! Esses gajos que morreram é tudo gente que tem é que morrer, não fazem falta nenhuma. Tudo bandidos. Têm é de morrer mesmo.


Emudeci.
Raiva por dentro.
Cara séria para fora.
Se lhe tivesse respondido tinha saído a rasgar e ainda não há confiança para isso. (fico sempre chateada de não responder à letra a estas pessoas)



NOITE:

Fui ver o "Tropa de Elite", um filme Brasileiro de 2007, realizado por José Padilha, vencedor do Urso de Ouro de Melhor Filme do Festival de Berlim 2008.
Saí da vazia sala de cinema inquieta. Passei o filme todo a pensar "Mas onde é que o realizador quer chegar? Onde?" É para nos dizer que todos os que consomem qualquer tipo de droga são responsáveis por aquilo? É para criticar as bonitas ONG's, que as classes média e alta criam, repletas de incoerência? É para nos mostrar o trabalho real da BOPE? É para nos mostrar as favelas? [aqui páro e lembro tantas outras associações que se esforçam tanto por provar que as favelas são muito-muito mais do que a violência que se publicita] É para mostrar a corrupção da polícia? É para justificar a violência deste tipo de polícia que entra para matar? É para nos dizer que todos se podem corromper?

Sim, eu sei que provavelmente José Padilha só quis fazer um BOM filme de acção e o resto são questões do público, que lançar a discussão tem valor por si.

Mas raios... assusta-me que racismo, extrema direita ou pura ignorância estúpida como a do meu colega Interno encontrem algum argumento mais neste filme.

Blasted Mechanism



Devemos ter ouvido já, mas onde?
No Buraco Negro? Talvez no STATES. Sorri ao pensar no STATES.
No Sábado passado, na Festa da Alegria, deram um grande concerto!
A música que se segue integra guitarra portuguesa.

Carvalhesa

Eu, que não conheço estas andanças, não percebi que se estava a iniciar.
Fora ou dentro não interessa para o caso.
O certo é que fui contagiada e dancei também.
Fora ou dentro para o caso não interessa mesmo.
Porque dancei e senti, com aquelas dezenas de pessoas que dançavam, mais que uma esperança enorme!


Festa da Alegria, em Braga - 19 e 20/07/2008

10 julho 2008

aqui do mar

se algum dia me ouvirem dengosamente dizer:
- AHHH... EU NÃO ENTRO NO MAR EM PORTUGAL, é muito frio!

..............................DÊEM-ME UM MURRO!!



foi o que pensei ao entrar no mar de Espinho.
custa entrar. mas há alguma coragem nisso!
e depois?
depois salta-se, e cai-se, mergulha-se, ardem os olhos de tanto sal, ri-se sozinha, brinca-se como em menina outra vez.
e depois?
depois em passo apressado até à toalha e, das melhores sensações do mundo: sol quente em pele gelada!
até os caracóis em absoluto desaire fazem sentir leveza.

09 julho 2008

Where the Hell is Matt?

este video pode ser visto com MUITO melhor qualidade e igual rapidez no youtube (procurar: watch in high quality)


O certo é que o dia de trabalho acabou muito mal.
(aqueles momentos em que toda a minha ignorância me esmaga)
O certo é que soube mesmo bem receber este video.
Hoje não senti inveja, senti vontade de dançar por aí também!

outras viagens do matt

algumas imagens lembram mesmo s. tomé!


beijo a quem ofereceu.

Em casa



Este video já era muito bom!
Mas agora é muito melhor!
É que agora eu reconheço nomes, imagens e caras destas terras:
Mafamude, S. Cristóvão, Avintes, Canidelo, Gulpilhares, Grijó, Arcozelo, Oliveira do Douro, Canelas, Valadares e Gaia.
Todas por aqui e por ali tenho encontrado. Rio-me ao ler nas etiquetas dos doentes.

03 julho 2008

Será machismo?... II





















Tenho ouvido médicas dizer mal dos maridos.
Soa-me a desabafo que não conseguiram conter. Sai de repente. E depois parecem envergonhar-se. Eu nunca comento. Nunca.

Penso.
- Não tiveram estas mulheres várias hipóteses de escolha? São inteligentes, são bem-sucedidas, são viajadas, já viveram noutros países, já trabalharam em muitos locais. Regra geral não casaram muito novas nem com o primeiro namorado.

Discorro.
- Sim, já me explicaram que isto de serem inteligentes e bem-sucedidas não quer dizer nada. Podem ser formas de ameaça.

Oiço.
- Elas dizem mal, no supetão das suas palavras explode “O meu marido é muito desorganizado! E os homens nunca abdicam das coisas deles pelos filhos ou pelo que quer que seja!”… outra… “Nós mulheres, na profissão, na educação dos filhos, na organização da casa, no social, para eles (os maridos) somos Fantásticas!!! Mas para tudo o resto somos sempre umas ignorantes!!” (referia-se à negociação de uma multa).

Enfrento.
- Sem dizer nada, discordo. Não são todos assim, eu sei que não são! Pode não ser muito fácil adivinhar, perceber… a vida toda é que diz, mas não, isso não é assim!

Cismo.
- Nas dezenas de crianças que vi no internamento nenhuma ficou acompanhada pelo pai.
Em quase 200 crianças que devo ter visto nas urgências só vi uma acompanhada do pai… e ele não sabia rigorosamente nada do que se passava (há quantos dias está com febre? De quanto é? Mas também tem tosse? Tem diarreia? Não sabia NADA-NADA!) e foi evidente que nunca tinha despido ou vestido a sua filha de 3 anos. Enrascado queixava-se que a mulher é que sabia explicar… mas que não podia MESMO estar presente.

Irrito-me.
- A atitude das mulheres pode ser errada. Machista também. Mas não são estes homens capazes de pensar e agir pelo que é correcto e equilibrado e não pelo que aprenderam (sim, se fazem tantas coisas de forma diferente daquela a que foram ensinados, porque não aí também?) e não pelo que é cómodo, displicente, injusto?...

Estou farta de tanta desculpa.

pintura de Paula Rego