17 março 2011

Time For Equal Pay


MADE IN DAGENHAM
Realizador: Nigel Cole.

Estava a faltar-me ver um filme assim. Cheio de coragem e justiça!

16 março 2011

às voltas























Esperam-me 4 dias às voltas no estudo dessa doença misteriosa chamada: Lúpus.
A ver se é desta que me esclareço.

13 março 2011

FOMOS MILHARES!!


Lisboa
12.Março.2011

08 março 2011

Em Cuba... escrevi:

Lisboa-Madrid-Havana

Finalmente chegámos a Cuba.
Trocámos dinheiro, viram-nos os vistos e viemos de taxi até ao Hotel Presidente****. Banho quente. Uma sandes a dois e dormir profundamente até de manhã. Um bom pequeno-almoço. Mas a diária sem ser por booking na net ficava muito cara (120 CUC) e por isso pegámos nas malas e fomos à procura do Deuville (junto ao mar - 82 CUC). Ali ficámos 2 noites.

Um quarto que parecia pendurado num 10º andar, com uma vista suja para Havana. Havana do ar parece cinzenta, destruída, ruínas e escuridão. À esquerda a vista era para o mar.

Começámos Havana pela piscina do Hotel (6º andar). Bem bom! Sol! À tarde aventurámo-nos pelo Malecon até Havana Centro e Havana Velha.
Descobrimos uma cidade com muita gente, muito movimento, com civismo, com uma quantidade inacreditável de palácios e bonitas e enormes casas. Avenidas. Uma cidade construída para ser grande, charmosa, linda!

Em todo lado se vê gente a restaurar, a pintar, a cuidar. Mas a cidade é muito grande e o dinheiro deve ser muito pouco. Está quase tudo velho. A cair.

O parque automóvel é velho e espectacular! Chegámos a andar num desses taxis (o nosso era vermelho, muito alto, com uma música techno divertida).

As pessoas são muito disponíveis para ajudar, mas não melgam. Se não queremos não insistem.
Na Havana Velha a maior parte do comércio é minúsculo. Uma pequena porta com um balcão onde se vende o que comer ou o que se arranja. Às vezes há um mercado e o que se vende é velho.

A Praça Velha é bonita e glamorosa. Certamente como seria Havana inteira. Dali partem ruas com cafés de tecto alto e mobiliário elegante. Apetece entrar. Apetece ficar. Por todo o lado há música. As pessoas cantarolam muito. A rua Obispo é a rua Augusta de Havana. Gente e lojas. Com o descanso que é não reconhecer marcas, com a (nossa) curiosidade pelo que virá.

(...)
Deixámos Havana rumo à praia mas não sem antes beber mojitos e daiquiris, seguir sem rumo, sentir a energia na Praça da Revolução, ver a arquitectura e a arte do museu de bellas artes, comer gelado na gelataria mais famosa e fazer amizade com um casal que se sentou na nossa mesa e depois jantar no bairro chino.

Em Cuba... escrevi:



Preguiça na praia. Apetece-me ler mas o Kyoto acabou logo em Varadero. O P anda a ler o Memorial do Convento mas esquecemo-nos dele no bungalow.
Preguiça... sem sono para dormir. Ou talvez sim.
Não sei muito bem o que sinta em relação a Cuba. Por um lado eu queria era viver aqui. Arranjar uma casa com o P, ter um quintal, ter esta gente como vizinha, viver a vida a este ritmo. Ter aqui os meus filhos, dar-lhes sol, saúde, educação, trabalho honesto. Tenho medo de ter os meus filhos em Portugal, lá já tudo é difícil de ser autêntico. Não sei se as pessoas são ou se fabricam.
Podia dar consultas ou trabalhar no hospital.
Por outro lado...
Por outro lado assusta-me esta sensação de que nascer aqui e crescer fechado. As perspectivas de se ter uma vida diferente da dos pais ou dos avós é pequena. Não se pode viajar, não se pode conhecer o mundo.
Talvez por isso este fascínio pelo turista, pelos sabonetes, pelas t-shirts. São fragrâncias desse mundo de que pouco sabem.
Alguma vez encontrarei essa tranquilidade de ter um trabalho que goste e em que me sinta confiante e uma vida calma/doce?

NOTAS:
1) À noite aqui no jardim pastam cabras, grandes e pequeninas! Parece-nos a nós que é assim que a relva se mantém aparada.

2) Finalmente à tarde o P conseguiu beber uma água de côco!

3) Tivemos um pôr-do-sol bonito na Praia Larga. Fomos à praia dos Côcos com muitas conchas estranhas.

4) Acordámos que vamos fazer um curso de mergulho em Portugal.

5) Escrevemos postais à família.

6) Conhecemos o Raùl, um senhor a vender búzios enormes na praia. Sorriu quando nos soube de Portugal. Contou-nos que conheceu muitos bons portugueses na guerra (88-90) em Angola. 27 meses. Gosta muito da bebida "sete upê". Era muito simpático. Disse para termos um filho rápido, que é muito importante (repetiu várias vezes o conselho)

Em Cuba... escrevi:

A PISCINA


A piscina do nosso hotel faz lembrar um cruzeiro ou uma colónia balnear de velhos.
A água é azul e até tem um rede de voleibol.
Tudo o mais é curioso.
São poucas cadeiras-espreguiçadeiras e, por isso, desde bem cedo de manhã que todas estão reservadas (com toalhas, roupas, etc). E assim ficam todo o dia. Com ou sem pessoas, elas estão reservadas! As cadeiras giram ao sabor do sol, ainda que isso implique ficar mesmo de frente para um muro.
De resto é vê-las, grandes, vermelhas e lustrosas. Grandes barrigas. Mais a cima, as cabeleiras são cinza/brancas

02 março 2011

Nota

Eu disse: Hoje vou às compras!!
Decidida.
Tu disseste gozão "Mas os saldos acabaram ontem!!"
O certo é que logo na primeira loja eu senti um enfado. Suspirei e pensei, não me apetece nada isto... Não é que as coisas não sejam bonitas, só que sei lá... dá-me uma impaciência. Tentei umas lojas mais e desisti.

Da minha mãe herdei a preguiça das compras.
Do meu pai o espirrar muito alto.

(2 coisas entre outras, mas das que tenho + praticado por estes dias)

26 fevereiro 2011

Caseira

Ele brinca comigo já há muito tempo.
Diz que guardo comigo coisas de sozinha.
Que não as largo. Que mal me deixa um pouco lá vou eu buscá-las outra vez.
Uma é um CD.
Este aqui.











Outra é um cozinhado.
Refogado de tomate, cebola e alho. Cogumelos. Esparguete. Ovos escalfados. (Dependendo da disponibilidade: bifes de perú aos bocadinhos). Tudo na mesma panela.

Hoje foi dia de ficar sozinha.
Hoje foi dia de Morelenbaum (2)/Sakamoto acompanhado de esparguete em tomate e ovo. Um consolo! :)

Kronos - para ouvir com tempo



Ando a ouvir. Devagar.
Com diferentes tipos de contribuições, ela mistura Álvaro de Campos, Mário Laginha, Amélia Muge, Sérgio Godinho, Jorge Palma, José Mario Branco, Carlos Tê, Rui Veloso, Júlio Pomar... e outros!
E ela ainda queria o Fausto e uma letra do Jorge Palma. Será para a próxima, combinaram.
Vale a pena.

20 fevereiro 2011

Esta noite




BLACK SWAN
Realizador: Darren Aronofsky

Sim, é um filme espectacular.
Sim.. Mas É DEMAIS PARA MIM!
Não consegui gostar. Aliás, não é muito habitual a meio dos filmes, ainda antes da acção verdadeiramente começar, eu pensar "não estou a gostar deste filme"... E aconteceu. E piorou. O tipo de violência ficcional que me transtorna.
Não lhe tiro o mérito, eu é que não consigo...

17 fevereiro 2011

Como uma fotografia

Como uma fotografia.
Como essa fotografia que não tirei.
Uma imagem que não queria esquecer.
Passavamos por Santa Clara e o tempo estava bom. Morno.
Bem dispostos os dois. No nosso Geely alugado.
E como uma fotografia que passa, no recreio de um infantário...
Dezenas de crianças a dormir muito tranquilas, cada uma na sua cama, à sombra de uma enorme árvore. Como se não houve mais mundo. Fiquei presa naquela imagem.
Tranquilidade.

Tenho saudades da tranquilidade de Cuba.

Fim-de-semana passado


O DISCURSO DO REI
Realizador: Tom Hooper

Gostei muito.
Gostei tanto da falta de "ortodoxia" e da verdade daquele terapêuta!
Aprender a enfrentar limitações. Coragem.


UM ANO MAIS
Realizador: Mike Leigh

Não é positivo, nem encorajador.
Selecciono as imagens, os espaços, as relações que gostei.
Aprender a acolher.

08 fevereiro 2011

Agua mala

O mar sempre azul.
A água sempre muito transparente.
A temperatura deliciosa.
Praias sossegadas. Quase ninguém. Ou apenas a terra a terminar no mar e uma escada para descer.

Estávamos nas praias do Sul de Cuba. No meio de tanta coisa boa... senti um pequeno choque nos punhos. Susto. Passou.
No dia seguinte... Um choque muito mais forte no tornozelo. Chateei-me! Não se via nada!!
Saí da água. Sol.
Um pouco depois andavamos de "bicicleta de água" e decidi mergulhar.
Duas braçadas e ZÁS!!!
Choques dolorosos nos dois braços. Dor. Ardor. Susto. Fugi da água. Zangada. Que era aquilo?
Perguntámos. Chama-se "Água mala" ou "barquito portugues" que por vezes por ali aparece.

Fiquei ruim porque a ti elas não picavam, só a mim!!!
E 20 minutos depois... ZÁS!... foste picado também.



Agora rimos muito da nossa caravela Portuguesa, bicho mau mas bonito. Como aliás, sem saber, já tinhamos visto antes noutra praia.

06 fevereiro 2011

Saudades já...



Cuba
Escreverei mais. É preciso dar algum tempo antes.

21 janeiro 2011

Preparativos...













A minha avó falou pela primeira vez de já ser altura de a minha mãe me dar "aquela" colcha já feita há não sei quantos anos para o meu enxoval.
(a minha mãe acha que ainda não vai ser agora, "só quando ela deixar de ter o gato")

Os jardineiros andam todos contentes, dizem "isto é inédito, isto é inédito!"
Sempre disponíveis para ajudar, sempre muito cordiais.

A família movimenta-se. Cada um tem a sua tarefa e ninguém quer ficar mal.

Alguns amigos também vão ter a sua festa.

06 janeiro 2011

Dia frio

Um pouco triste.
Dia acelerado. Os hospitais deviam ser locais de vida, deviam conseguir misturar bem a alegria e a esperança, o respeito e o sofrimento.
Mas querem (e estão a conseguir) tornar os hospitais em lugares de correria, de nervosismo, de impaciência e desrespeito.
Eu sei-o. Estou na linha da frente. E somos alguns na linha da frente. E somos jovens e trabalhamos muito. Somos essa linha que os doentes vêem, que as famílias encontram, que os colegas questionam.
E raios, trabalhamos que nos fartamos!
As administrações, as regras destas economias irresponsáveis apertam-nos o cerco, sugam-nos o tutano. E nós cansados, irritados, a sentir que nos pedem demais, que são doentes demais, que são condições (conquistadas!) importantes que nos estão tirar!
E na face dos doentes é que regresso sempre ao início... O que esperam de mim é segurança, é calma.

Estou triste hoje.
Quero o sistema nacional de saúde público de qualidade.
Não quero correria, não quero irritação.



Lembrei-me da manhã da véspera de natal. Talvez 5H00.
Telefonaram-me. Nessa manhã eu pensava em nascimento. Mas chamavam-me para verificar um óbito. Um senhor velhinho numa enfermaria que não é a minha. Percorri o hospital sozinha. Frios e quentes, os corredores, numa sucessão. Longe. Os meus passos não faziam barulho. Tentava caminhar tranquila, sem me sentir assim.
Tive de verificar e escrever que a sua vida terminava ali, todo ele silêncio.
E por um segundo tive a vontade de escrever algo mais bonito (do que as palavras que se usam sempre), mais sentido, mais poético. Mas não pode ser... Não sei bem porquê mas exigem-nos apenas seriedade e concisão (Brevidade e clareza).

Preciso abrir as janelas hoje.

16 dezembro 2010

Olha que dois



Esta tua mania de me imitares a estudar...

11 dezembro 2010

Quando não apetece trabalhar...

















Quando não apetece nada passar o Sábado a estudar mas tem mesmo de ser...
Salvou-me o lembrar-me desta companhia!
Garra. Energia. Bom humor.
QUEEN

05 dezembro 2010

Des hommes et des dieux


Realizador: Xavier Beauvois

Um filme fabuloso. A propósito de uma história bem real, sentimos, com arrepio mas serenidade o amor pelos homens, pelos povos. O respeito enorme pelas pessoas, pelas religiões. E a confiança em deus (ninguém disse que era fácil).



"É um filme de resistência: de resistência ao medo, de resistência ao desconhecido, de resistência a tudo aquilo que nos rouba a humanidade (e, por consequência, nos rouba também o divino que há em nós - porque a verdadeira fé, que implica sempre a dúvida, é algo de profundamente humano)" na crítica de Jorge Mourinha

José e Pilar



Realizador: Miguel Gonçalves Mendes

Eu gostei muito, muito.
A firmeza das convicções, a ternura, a admiração mútua e imensa do amor, o trabalho sério levado ao nível de causa.
Gostei muito.

24 novembro 2010

20 novembro 2010

de ideia em ideia...



Rodrigo Leão, La fête
A lembrar o concerto de 13 de Novembro, 2010 - Coliseu do Porto



Rodrigo Leão & Cinema Ensemble + Neil Hannon
(vocalista dos The Divine Comedy)
Em Cathy, a música de que sentimos falta.


The Divine Comedy
Com saudades de dançar esta música!


Outra música bonita que o Neil Hannon dedicou à filha, AQUI
Com uma letra que gostei também
.

13 novembro 2010

Depois da Festa


L’Arnacoeur, de Pascal Chaumeil

Este filme começa muito bem: Merzouga e dunas do Erg chebbi.
Onde estivemos nestas férias!
Depois desenrola-se com graça e charme.


Mademoiselle, de Philippe Lioret

Este actor mexe comigo e nem sei bem porquê.
Há qualquer coisa de honesto e perdido nele.
(também o actor de Le premier jour de ta vie, filme de que já falei aqui. E lá fico eu outra vez com a música do Cohen: Perfect day)


L’origine de Xavier Giannoli

Este filme talvez seja a prova de que todos precisamos de um colo, por mais sacanas que sejamos.


L’Amour c’est mieux à deux de Dominique Farrugia e Arnaud Lemort

Divertido. Como desfazer ideias feitas do "encontro perfeito"
Afinal o que somos (mais ou menos desastrados) vai aparecer e tem muito mais graça.
Mas o melhor foram as gargalhadas da J ao nosso lado.


Micmacs à Tire-Larigot de Jean-Pierre Jeunet
(criador de Amélie Poulin)

Muito original, muito em roda livre. Cheio de humor e de engenhocas!

06 novembro 2010

Tranca






















Trancamo-nos um ao outro em casa ao sair. Sempre.
Assim, quem sai primeiro tranca porta.
Não é apenas hábito.
Passa-nos pela cabeça "esquecer" aquele movimento nos dias mais apressados (como até pode acontecer se a casa ficar vazia).
Mas não, receamos sempre que alguém, aproveitando o seu sono, nos roube aquele que temos de mais precioso.

05 novembro 2010

É Festa outra vez!























Marcámos encontro mais uma vez.
Hoje, agora, esperamos o segundo filme da noite.
Sabe já a reencontro de grandes amigas.