
Talvez a história já não seja original (tantos filmes o seguiram), talvez a forma de a contar também não seja já inédita, nem surpreendente.
Mas a filmagem, o jeito das personagens. O italiano falado pelo pequeno Salvatore. Aquela amizade entre o velho (o fabuloso Philippe Noiret) e o miúdo, que varia entre o silêncio dos dois a fazer funcionar o projector de cinema, o piscar de olhos cúmplice, os passeios de bicicleta com diálogos de vida ou gargalhada, a pirraça de “Alfredo, vai-te lixar!” ou a zanga adulta do “Nunca mais voltes aqui, ouviste? Não te deixarei entrar em minha casa!”. E estava lá, sempre lá, o enorme carinho entre os dois. Sinceros personagens.

E no escuro do cinema tudo acontecia: Amizade. Juventude. Cinema. Inícios de namoro. Partidas de crianças. Sexo. Negócios. Cuspidelas. Gritos. Corridas. Choro. Duros amores.
Antes de partir, Alberto deixou um presente a Salvatore. Uma fita. Um filme.
Não vou revelar. Para mim do mais bonito que já se viu em cinema.
E aquela música.
Ficha Técnica
Título Original: Nuovo Cinema Paradiso
Ano de Lançamento (Itália): 1988
Realização: Giuseppe Tornatore
Música: Andrea Morricone e Ennio Morricone
Direcção de Fotografia: Blasco Giurato
prémios aqui
3 comentários:
Um dia alguém me disse: "Este é o filme da minha vida. Se não gostares deste filme não podes ser a mulher da minha vida."
E eu gostei, muito. Pelo filme, pelas personagens, pelo cinema, pela amizade, o exemplo, a lição...
"do mais bonito que já se viu em cinema"... e com tanto sentido.
e eu lembrei-me de ti. tive medo de te ferir com este post... mas é bonito mesmo, como tu! :)
postei pelas coisas bonitas que ficam sempre!
Não feriu... recordou: "trouxe ao coração".
Preciso de saber partir como o Salvatore, para voltar um dia e ver o filme bonito, sempre com os laços importantes que ficam e não se esquecem.
;)
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